02 de Julho de 2009
A Aqualider, empresa pioneira no cultivo de peixes em cativeiro em alto-mar, está ofertando filhotes de beijupirá (larvas e alevinos) para comercialização para o mercado nacional e internacional. Os animais serão comercializados a partir de 1,5 gramas e em lotes mínimos de 10 mil exemplares. O preço para venda é de 2 reias por unidade de 1,5 gramas, com acréscimo de 10 centavos por grama de peso adicional. Os filhotes são originários dos reprodutores F1, nascidos da primeira geração dos beijupirás capturados em alto-mar e que geraram os cerca de 40 mil peixes que hoje encontram-se nas quatro gaiolas de engorda instaladas a 11 quilômetros da costa pernambucana.
Os reprodutores F1 foram selecionados a partir de uma despesca prévia realizada em abril, com um lote de 17 mil animais, destinada à seleção. De acordo com o engenheiro de pesca e gerente de produção da Aqualider, João Manzella, foram escolhidos 190 reprodutores para garantir a escala de produção comercial necessária para a Fazenda Marinha Beijupirá.
O Projeto “Fazenda Marinha Beijupirá” foi implantado na costa pernambucana e está credenciado para se tornar modelo em desenvolvimento sustentável na piscicultura marinha. A fazenda possui licenciamento ambiental, anuência da Marinha do Brasil e cessão de águas de domínio da União pela Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR) – sendo a primeira empresa de aquicultura a receber este tipo de outorga para operar em águas brasileiras.
30 de Junho de 2009
As exportações brasileiras de mel alcançaram 7,9 milhões de dólares e 3,076 mil toneladas no mês de maio. O resultado representou aumento de 92,2% em receita e de 82,7% em volume sobre mesmo período de 2008.
Se comparadas ao mês de abril, entretanto, as vendas externas caíram 3,2% em valor e 3,4% em volume. O estado de São Paulo se manteve na liderança do ranking de estados exportadores, respondendo por 27,6% das exportações brasileiras de mel no período.
Em segundo lugar está o Ceará, e o Rio Grande do Sul se posiciona como terceiro maior exportador. Os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado do mel brasileiro. Com 5,28 milhões de dólares, o país absorveu o equivalente a 66,3% das vendas do produto no exterior, a um preço de 2,52 dólar por quilo. Alemanha, Reino Unido, Canadá, Holanda, México, Coréia do Sul, Japão e Argentina também foram compradores do mercado brasileiro no mês de maio.
O balanço das exportações brasileiras de mel nos primeiros cinco meses do ano continua bastante positivo em relação ao mesmo período de 2008.De janeiro a maio deste ano, a receita das exportações cresceu 141%, para 33,7 milhões de dólares, enquanto o volume aumentou 110%, atingindo 13,66 mil toneladas.
No mesmo período as exportações argentinas — 63,03 milhões dólares e 23,54 mil toneladas — sofreram redução de 17% em valor e de 27% em volume em relação aos primeiros cinco meses do ano passado.
18 de Junho de 2009
Alunos do Centro Universitário da FEI, em São Paulo, descobriram na casca da banana – a fruta tropical mais popular do mundo – uma alternativa viável para a produção de etanol. Uma outra descoberta que os estudantes acabam de fazer é o desenvolvimento de biogás a partir da mistura de esterco bovino e resíduos orgânicos contendo glicerina.
Durante os testes de laboratório do projeto ‘Obtenção de Etanol a partir de Casca de Banana’, o grupo conseguiu o etanol por meio de fermentação. Com aproximadamente um quilo de cascas, o teor foi de 10% a 15%, com um rendimento entre 127 e 190 ml.
Os formandos também desenvolveram um projeto completo para a produção em escala industrial.A utilização de 10 mil quilos de cascas por hora gera capacidade de produção de aproximadamente 2.115 litros por hora. Em um ano, a empresa pode alcançar 16,8 milhões de litros (14.033 toneladas do produto).
De acordo com o grupo, o custo do investimento é de 9,5 milhões de reais e inclui equipamentos como difusor, caldeira, dornas, trocadores de calor torre de resfriamento e colunas de destilação. “A ideia de produzir etanol a partir da casca de banana surgiu devido à importância mundial do biocombustível”, justifica a formanda Nathália Chizzolini, ao adiantar que o bagaço extraído da fruta pode ser utilizado para queima ou como adubo.
“A pesquisa é também uma opção futura para a redução do uso de combustíveis derivados do petróleo”, sugere.
Outro projeto da FEI refere-se à produção de biogás desenvolvido a partir de esterco bovino e resíduos que contêm glicerina como matéria-prima. Os alunos utilizaram como exemplo uma fazenda, localizada em Mococa, São Paulo, com 70 cabeças de gado e uma necessidade energética diária de 315 kWh.
Com o volume de esterco gerado pelo rebanho, e considerando a eficiência do conjunto motor/gerador de 30%, o novo modelo é capaz de fornecer 190 kWh por dia, que equivale a 60% da energia necessária para a fazenda.
15 de Junho de 2009
A CME Group, a maior e mais diversa bolsa de derivativos do mundo, anunciou hoje um novo programa latino-americano de incentivo comercial, com o qual operadores de cobertura (”hedgers”) no mercado comercial agrícola localizados na América Latina poderão ter descontos nas tarifas de negociações eletrônicas dos produtos agrícolas da CME – Chicago Mercantil Exchange e da CBOT – Chicago Board of Trade.
O início do programa está previsto para 1º de agosto. “O programa de incentivo latino-americano, junto com o nosso programa sul-americano de preços para bancos aliados a outros acordos fazem parte da nossa estratégia de longo prazo para providenciar aos clientes localizados na América Latina produtos de liderança para gestão de risco”, disse o diretor-gerente de produtos e serviços do CME Group, Rick Redding.
“Nós oferecemos aos nossos clientes localizados na América Latina um mercado transparente e um sistema de compensação central que diminui os riscos de contraparte. Esses benefícios se aplicam a produtos como milho, trigo, soja, farelo de soja, óleo de soja, arroz, aveia, boi gordo, porco magro, gado de corte, carne de porco congelada, leite, leite em pó, manteiga e produtos madeireiros”, acrescentou.
O programa de tarifas comerciais da América Latina, que será oferecido à empresas em 31 países e inclui exigências de volume trimestral mínimo e se estenderá até 31 de dezembro de 2010.
12 de Junho de 2009
Fabricado pela Native, que já conta com uma diversificada linha de produtos livres de agrotóxicos, o azeite orgânico será apresentado ao público durante A Bio Fair Brazil, que acontece de 23 a 26 de julho, em São Paulo.
Desenvolvido em conformidade com os padrões orgânicos – que preconizam processos socialmente justos, ecologicamente corretos e economicamente viáveis - o azeite está disponível em embalagens de vidro de 250 e 500 ml.
Produzido a partir da oliva extraída da região norte do Chile, o azeite extra-virgem da Native passa por um processo de extração a frio, sem auxílio de quaisquer solventes.
Para obter um produto com baixa acidez – de 0,2% – a matéria-prima passa por uma cuidadosa colheita, na qual são observados os pontos corretos de maturação das olivas para processamento industrial imediato.
Principal evento nacional do mercado de orgânicos, a Bio Brazil Fair reúne produtos que vão dos in natura aos processados, como achocolatados, molhos de tomate, geléias, café solúvel, leite em caixinha, iogurtes, chás em saquinhos, cereais matinais e grãos. A feira é aberta ao público e tem entrada franca.